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Entrevistas

Bate papo com Robynho

 Bate Papo 

O nosso entrevistado é o lutador de MMA e Jiu Jitsu  Robson “Robynho” Rodrigues. Em entrevista exclusiva para site www.olutador.com, ele fala das dificuldades, experiência internacional, entre muitos outros assuntos. Veja na íntegra esse bate papo:

Fale para a galera do site olutador.com  como surgiu a vontade de treinar arte marcial?

Sempre  gostei de esportes radicais, mas nunca tinha gostado de artes marciais até conhecer  o jiu jitsu, foi amor à primeira vista, sendo que eu até falei pra minha mãe que este seria meu curso superior, o jiu jitsu (risos), mas é claro que foi brincadeira, além do mais eu tenho ensino superior completinho. Sou administrador profissional.

Quais as modalidades que você pratica e há quanto tempo?

Pratico jiu jitsu há 11 anos, sou faixa preta do Fabiano Victorino “Pedra” e treino boxe, muay thai e wrestling há uns 10 meses, mas treino mais pra me completar para o MMA.

Qual sua categoria?

No jiu jitsu eu luto de pena, ou seja, 67 kg, mas no MMA eu luto de 66 kg, que nos EUA é a categoria feather weight.

Qual seu Card?

Meus principais títulos são:

4 x campeão paulista de jiu jitsu.

2 x campeão panamericano de jiu jitsu nos EUA (2006 marrom e 2007 preta).

Invicto no MMA, eu luto MMA nos EUA.

Vice-campeão mundial de submission.

Quais são as suas últimas e mais importantes conquistas?

Minha estreia com vitória no MMA profissional e meu vice-campeonato mundial de submission, ambos nos Estados Unidos.

Você é um lutador que já conquistou alguns títulos no Jiu Jitsu, MMA e Submission, o que falta para você lutar em um grande evento como o UFC?

Na verdade não existe meu peso no UFC, mas eu acho que logo eles serão obrigados a colocar este peso e, também, eu acho que falta mais espaço na mídia, acho que é isto.

Fale um pouco da sua experiência internacional?

Eu fui para os Estados Unidos pela primeira vez em 2005, para lutar o pan-americano de jiu jitsu, no qual eu fiquei em segundo. Foi paixão de verdade, voltei pro Brasil já dizendo que um dia iria morar nos Estados Unidos e viver da luta. Nos EUA a luta acontece, os melhores treinadores, as melhores equipes, os mais experientes técnicos estão indo pra lá. O MMA está se profissionalizando muito depressa por lá, e acho que crescerá muito, mas muito mais nos próximos 5 anos. 

Qual foi a maior dificuldade que você enfrentou fora do Brasil?

Na verdade, foram várias, entre elas alimentação, o idioma, porque eu nunca tinha feito curso de inglês na vida, o clima que é super seco, na verdade foi bem difícil o começo fora do Brasil.

Qual o conselho que você deixa para os atletas que querem ser um lutador de ponta?

Persista sempre, corra atrás dos seus sonhos, e lembrem-se sempre: “todos querem ser campeões, mas somente uma pequena parcela de pessoas quer sofrer e pagar o preço para alcançar seus objetivos”.

Qual é a visão dos gringos a respeito do Brasil e o que eles acham dos lutadores Brasileiros?

Eu posso falar a respeito de quem vive nos EUA, eles amam os lutadores brasileiros, tem muito respeito e sempre querem aprender conosco. Estou há um mês no Brasil e meus alunos e patrocinadores nos EUA estão me ligando pedindo pra eu voltar logo.

Você sofreu algum tipo de discriminação por ser Brasileiro?

Graças a Deus nunca sofri nenhum tipo de preconceito, mas sei que isso acontece porque eu sou técnico de jiu jitsu e MMA, além de ser um Brasileiro faixa preta. Porque Brasileiro é sim discriminado por americanos em geral, mas como em todo lugar do mundo, existe muita gente boa.

Você foi com a cara e a coragem para os EUA ou já tinha alguma indicação de academia?

Nenhuma, fui literalmente com a cara e com a coragem, peguei minha mochila e um sonho na bagagem, que esta graças a Deus está se concretizando mais e mais.

O que você acha do lutador que vai no escuro para EUA?

Acho que não é uma ótima ideia, porque do mesmo jeito que eu estou conseguindo alcançar meus sonhos, já vi muitos passando uns "perrengues" desnecessários.

Hoje você consegue viver só com os patrocínios?

Infelizmente não, tenho que dar muita aula e lutar pra conseguir me sustentar.

Você tem mais alguma atividade além de lutador?

Gosto de andar de skate e tento surfar também (risos).

Você exerce de alguma maneira a faculdade que você concluiu?

Pelo fato de eu ser um pequeno empresário, acabo usando muito minha formação universitária.

Depois do seu retorno ao Brasil, qual a maior diferença que você vê entre o Brasil e EUA?

O profissionalismo, lá tudo é tratado com muita seriedade e a preparação física e funcional de lá é muito melhor, tem muitos aparelhos bons, o que seria quase que impossível de conseguir aqui, financeiramente falando. Sem falar que lá eles tratam o atleta com muito mais respeito que aqui no Brasil.

Foi por isso que você fez questão de realizar o Xtreme Fight II?

Com certeza, fiz questão de pagar todos os atletas e bem. Afinal de contas, o mais importante do evento são os atletas, eles são as estrelas do show, sem eles nada poderia acontecer.       
 
Tem algum lutador que você gostaria de lutar? Sem ficar em cima do muro hein?

No jiu jitsu, queria lutar com o Robinho, da equipe nova união. No MMA  quero enfrentar qualquer um do meu peso e no submission, gostaria de uma revanche contra o Baret Yoshida, um japonês naturalizado no Hawaii, "encardídissimo" no submission. 
 
Qual foi a sua luta mais difícil no MMA, no jiu jitsu e no submission?

Foi minha estreia no MMA, pois você sabe que vai ter um adversário preparado e querendo te espancar e como eu nunca tinha lutado foi bem difícil. Minha luta de estreia na faixa preta contra o Barbosinha, foi uma luta de jiu jitsu e ele é um  cara que eu respeito demais e que foi meu professor, é mais um cara que eu queria uma revanchezinha (risos). 
 
Como é o seu preparo físico?

Meu preparador físico quando estou no Brasil é o Marcelinho, graças a ele eu ganhei os dois pan-americanos, o cara não me dá moleza  e conhece muito. Nos Estados Unidos é o Garon Smith, um monstro na preparação de atletas também, conhece muito sobre como perder peso com qualidade. 
 
Como é a sua alimentação?

Regradíssima, pois sempre estou um pouco acima do peso, então se eu vacilar um pouquinho, eu fico gordinho, minha genética é de gordinho, por isso me privo de muitas coisas.

Fala um pouco da sua amizade com o Fabiano “Pedra” Victorino e com os outros integrantes da XTGT?

O “Pedra” é como se fosse meu irmão mais velho, quase tudo que sei hoje é graças a ele. Se cheguei onde e como cheguei, devo muito à ele, a um outro amigo, o Armandinho e aos meus familiares.

O que é o Xtreme Fight ?

É um evento de lutas casadas onde prevalece e continuará prevalecendo o valor dado ao lutador como um atleta profissional.

Qual seu objetivo para 2009?

Estou voltando agora em novembro para os EUA e quero meter porrada nos gringos e levantar ainda mais o nome do Brasil lá fora, tanto como lutador quanto como técnico. E é claro, a realização do Xtreme Fight  Championship 3 além de correr atrás dos títulos que ainda não tenho, como o mundial de jiu jitsu, por exemplo.

Fale um pouco do Robynho fora do ringue. O que você gosta de fazer?

Sou uma pessoa muito caseira, quando não estou treinando, gosto de estar em casa. Sou meio grosso também (risos), meus amigos sofrem com isso, por isso eu sou assim, amado por poucos, odiado por muitos e respeitado por todos. 
 
Agradecimentos finais:

Quero agradecer primeiramente a Deus, pois sem ele nada disso aconteceria, ele tem me iluminado e me abençoado muito. Aos meus familiares e minha namorada, pois sei o quanto é difícil  acompanhar e aceitar meu estilo de vida. E é claro a Xtreme Gold Team (Pedra), a Piccinini Training Center (Roberto e Don) e aos meus patrocinadores, Vulkan Kimonos, Clean Kill Clothing e Hundreds  Clothing. A todos vocês meu obrigado por acreditarem em mim sempre. E ao site olutador.com pelo espaço e pela oportunidade.