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Notícias

18/09/2011 - 22h37

Sucesso no Palco Fight Show, evento de MMA na Virada Esportiva de 2011

Em uma Arena com 1.200 pessoas e algumas centenas de curiosos do lado de fora do alambrado, o evento Fight Show foi sem dúvidas a grande surpresa da Virada Esportiva de 2011. Oito lutas, dezesseis participantes e apenas oito vencedores. O evento foi aberto com os estreantes de MMA Peso Pesado, Kitner Moura (Ryan Grace) x Alexandre Rotundo (Ac. Octavio de Almeida). Rotundo ganhou por finalização no Segundo Round e deixou Moura muito machucado. Ele foi atendido em cima do octógono e levado as pressas para o vestiário, acompanhado por dois médicos.

Das oito previstas, a luta que se encerrou mais rápido foi a dos Pesos Meio Médios Guilherme Sarafian (Pedrago/Clube do Boxe) com 77,6Kg contra Marcos Pereira (Gibi Thai) com 77,1Kg. O nocaute veio logo nos impressionantes 40 segundos do 1° Round com uma direta certeira de Sarafian.

A luta internacional deixou a platéia muito animada. Ao som de um tango, o argentino Mauricio Ariel (Argentina Team) enfrentou corajosamente o brasileiro Rodrigo Ruiz (Check Mat) ambos da categoria Peso Leve. A luta durou poucos minutos do 1° Round e foi interrompida pelo juiz por Nocaute Técnico. A decisão foi tão duvidosa que nem a platéia que estava tão animada com o confronto comemorou. Em entrevista exclusiva paraOlutador.com, o argentino mostrou que ser atleta vai muito além de justiças. “Eu vivi a minha vida inteira sobre pressão, aceitar o desafio para lutar no Brasil sabendo sobre a rivalidade esportiva entre os dois países foi apenas mais um obstáculo da minha jornada, gostei tanto deste país que pretendo voltar mais vezes”, disse. Ao ser questionado se a vitória do brasileiro foi justa, Ariel foi muito humilde. “Para mim não foi nocaute técnico porque eu estava de pé, sem ferimentos e reagindo. Porém, sou apenas um lutador e quem decide são os juízes. Amanhã com mais calma vou pedir as imagens da luta e só assim terei certeza para afirmar alguma coisa, por enquanto acato respeitosamente à decisão”, finalizou.

Com a maioria dos espectadores a favor, Ivonildo “Cafú” Nunes entrou no octógono aplaudido. Capoeirista desde os8 anos de idade, “Cafú”  agora com 28anos não poderia entrar com outro som além do gingado nordestino. Seu rival neste combate foi Thiago Vella (Ryan Grace). Vella entrou ao som de uma música fúnebre, com moletom preto e capuz tampando seu rosto. Na hora de tirar a vestimenta para entrar no octógono, uma grande surpresa: foram mais de cinco blusas e cada uma representava algo para o lutador. 

Primeiro o moletom de UFC após, outro moletom de sua equipe de Jiu Jitsu, camiseta dos EUA (onde morou por quatro anos) e até uma Lycra de surfista ele vestia. Após a apresentação de ambos começou o combate que durou três Rounds e segundo o narrador os juízes decidiram com uma diferença mínima de pontos.

Nunes foi o grande vencedor da noite e apesar de Vella insistir no combate no chão, “Cafú” esquivava,levantava e buscava o que têm de melhor, o nocaute que não veio, mas a disputa foi dele. Grande vencedor da noite e assediado por toda a mídia presente. “Quem ganhou esta luta foi a Capoeira, meu adversário tentou levar a luta para o chão o tempo todo, mas consegui levantar, me mantive em pé e ganhei. Dedico esta luta para meus alunos de Capoeira e principalmente ao meu pai que está hoje aqui presente e sempre me apoiou”, finalizou. Vella não gravou entrevista com nenhuma mídia. 

Sobre a Virada Esportiva nos dias17 e 18 de setembro

 Thiago Lobo, em exclusiva para Olutador.com, o organizador geral da Virada Esportiva,  por toda a cidade disse que as expectativas foram alcançadas. Ainda sem o número oficial de acidentes ou violência, Lobo conseguiu através de suas fontes saber que o evento foi o menos violento possível. “Soube segundo a polícia Civil e Militar que apenas uma máquina foi furtada. Se pensarmos que o evento, este em especial, contou com 250 mil pessoas este índice quase não existe”, relatou.

Ao dar sua opinião sobre o que foi a Virada Esportiva de 2011, Lobo foi confiante. “Achei excelente. O tempo contribuiu, fez sol hoje o dia todo e não choveu. Além disso, colocar o palco de esportes radicais foi uma grande sacada. A nossa idéia era trazer os atletas de todos os esportes para fora de seus nichos e conhecer diferentes modalidades e nós conseguimos isso. Aqui temos skatistas, ciclistas, lutadores de MMA, patinadores e muitos outros esportes apenas no Vale do Anhangabaú. Isso é excelente, essa mescla, essa diferença era realmente o objetivo de quem organizou este evento”, comentou.

Lobo fez questão de contar que este é o terceiro ano que o MMA participa da Virada, porém, pela primeira vez ele foi aberto para o público. “Eu nunca ouvi falar de um evento de MMA aberto ao público em todo mundo, se houve não foi do meu conhecimento. Os ingressos para este tipo de evento, principalmente o UFC, são muito caros e nós demos a oportunidade de massificar tudo isso, abrindo ingressos aos populares e tivemos excelente resultado, nenhum caso de briga ocorreu neste evento”, finalizou.

Anna Carolina Ribeiro
Jornalista Esportiva
MTB: 63.268